Cortina Aberta


30/09/2009


Muito interesante!!!!! não conheço autoria, mas vale registrar

A letra "P"  -  Apenas a lí­ngua portuguesa nos permite escrever isso:

  Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

   Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí­, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.

   Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.

   Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.

  Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

   Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

   Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir... Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Prove­ncia. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.

      Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petronia. Porque pintas porcarias? Papai "proferiu Pedro Paulo" pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

  Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia parar Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.

   Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.   Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

   Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...

  Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar.   

  Pensei. Portanto, pronto pararei.

 

autoria desconhecida  30/03/2009

Escrito por Marlene às 13:31
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08/07/2009


Tempo...

Refletir...

Sentir...

Definir...

Dificil é...

Buscar, necessário se faz...

Encontro da harmonia estar...

Pelo Ser...

Vida...

Escrito por Marlene às 12:12
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11/05/2009


(minha amiga  enviou-me):

A complicada arte de ver

                                                                  Rubem Alves

 

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".

 

 

 

Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

 

 

William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

 

 

Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

 

 

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".

 

 

 

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".

 

 

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

 

 

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".

 

 

Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...

(Eu respondi):

Adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

É bom ler a inteligencia do sentir,

a poesia que vai alem do fisico,

aguça nossa alma,

dando alegria em viver,

podendo compartir

tal maravilha de ver.

É o prazer da vida,

amplo em ser, mesmo parado,

levando a visão tão longe...

recriando ao ver a amplidão

oculta, proxima quase invivel,

quando só olhamos sem ver.

É só a poesia nos ensina VER!

VER, degustando a ALEGRIA!

ALEGRIA, que da PRAZER.

PRAZER de existir da descoberta em

VER nitidamente alem do banal olhar

superficial em identificar, sem sentir o

criar concomitante em VER...

Obrigada em compartilhar esse instante...

a quem interessar vale verificar:

http://www.rubemalves.com.br

 

Escrito por Marlene às 13:49
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23/12/2008


DATAS SÃO PRETEXTOS,

PARA QUE, O QUE

SEMPRE DEVERIA SER

TODOS OS DIAS...

COM TUDO...

COM TODOS...

PARA TUDO E TODOS...

SENTIR E FAZER COM...

MOTIVAÇÃO,

CUIDADO,

DETALHES OBSERVADOS

A TUDO COM TUDO,

SER ESPECIAL,

NA E COM ALEGRIA,

NA E COM DELICADEZA,

SUTILEZA,

OLHAR,

VER,

OUVIR,

SENTIR,

PERCEBER,

TRANSMITIR,

RECEBER,

DAR...

MAS,...SEMPRE

AGUARDA-SE A DATA...

QUANDO TODO DIA...

PODE SER...

O DIA!!!

TODO DIA...

TODA HORA...

SER AMOROSA, GENTIL, CARINHOSA,

SORRISO ESTAMPADO,

NATURAL PRÁ SERVIR,

NATURAL RECEBER,

ALEGRIA DE SER

EXISTIR PRÁ VIVER... 

SENDO REAL

SEM PRETEXTOS,

PARA QUE, O QUE

SEMPRE DEVERIA SER

SEJA, TODOS OS DIAS...

COM SORRISO E ALEGRIA...

 

Escrito por Marlene às 12:33
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22/12/2008


Aos que amo:

parentes, amigos, colegas de trabalho, inimigos (se os tiver), conhecidos

os que já o foram, são e viram a ser,

desejo que cada um deseje,

uns aos outros, expressar,

tudo o que apenas nessas datas,

permitem-se, que a partir de hoje

façam com a mesma vontade nos próximos 374 dias,

e depois???

Continue a desejar e buscar, o melhor, com alegria, saúde e

paz no coração.

É o desejo de eu mesma conseguir todos os dias desejar o tudo de bom,

com sorriso e alegria...

Esforcemo-nos...

Escrito por Marlene às 14:35
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09/12/2008


 

Aniversário!!!
Hoje é só um dia da
Lembrança:
do nascimento,
momentos felizes
vividos junto aos amados,
dificuldades superadas,
lições aprendidas,
valores transformados,
aos que filhos tiveram,
renovo da semente,
agora crescendo,
com valores aprendidos,
ensinando novos valores e visão,
acrescendo aos aprendidos,
da perspectiva de vida.
Ah!!!! Hoje...
muito mais especialmente,
se faz reflexão,
do que foi, (passado)
É  (presente)
onde a certeza do que
existe, do real do ser,
é o certo, verdadeiro,
O que será (futuro)
é possibilidade, e pelo
qual devemos acreditar
existir, por mais incerto...
Mas, AGORA é imprescindível
VIVER com intensidade, AMOR,
ALEGRIA, é CERTEZA
VIVA-O, pois só cada UM pode
Fazer por SI, ninguém mais,
É RESPONSABILIDADE
ÚNICA.

(escrito hoje09/12/2008)

Escrito por Marlene às 09:02
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05/12/2008


Dá-me paciencia no ouvir,

Prudência no falar,

sabedoria no pensar,

refletir, olhar, ver, enchergar,

ouvir, entender, compreender,

perguntar, sentir, aceitar, lutar,

calar, calar, calar....

refletir, refletir, refletir...

buscar sempre,

com amor, indulgencia, aprender....

Aprender, humildade, e sempre aprender,

apender.......humildade...

Escrito por Marlene às 09:43
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SAIBAM......

 

O tempo...

como o vivemos,

dia após dia,

hora após hora,

minuto após  minuto,

segundos após segundos,

estabelecido pelo Homem,

como parâmetro,

referência,

de cronologia,

mas,

qual é realmente o TEMPO?

Tudo esta acelerado...

Diferente...

E, o que fazer?

Apressar-se , para ter tempo,

De fazer dentro da marcação,

Das horas, que tempo,

Prá realizar, na mesma marcação,

O que outrora, dava tempo,

Que tempo é esse?

O verdadeiro tempo,

Não é esse que nos engana,

Atropela, afoba, aflige e nem,

Pensar em recuperar, ele já foi,

Passou, andou, ficou prá traz,

Nem adianta correr, afligir-se,

Querer, como dizem,

Correr atrás, afinal se o fizermos,

Estaremos, indo para o que já foi,

Agora só é bom, viável, realizável,

O  presente indo para o futuro,

Mas, correr para o futuro é não

Viver, aproveitar, usufruir, aprender,

Aqui, agora, nesse exato, instante, que...

É real, verdadeiro,  e pode e faz a diferença,

No que já foi passado e será futuro,

Mas, com certeza sem o presente

Vivido, pensado, sentido, realizado,

Com amor, atenção, dedicação, solidariedade,

Paciência, tendo a reflexão do passado,

Para melhor fazer do presente indo alcançar

O conseqüente dos atos, fatos, omissão,

realização, comprometimento, do hoje lembrando

do ontem com a certeza, de que se houver um

amanhã será melhor o FUTURO.

Não tenha pressa o certo é o AGORA...

Viva!!!!

 

Escrito por Marlene às 08:30
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